Aparelhos celulares são os mais visados na região oeste de BH – População deve tomar cuidado com roubos e furtos na época de fim de ano

A matéria foi escrita em novembro de 2009, mas aborda um assunto atual: o aumento de roubos e furtos no final de ano. Celulares e saidinha de bancos lideram as ocorrências policiais.

PUC Minas – 7° Período – Disciplina: Jornalismo Especializado I / Professor: Mário Viggiano

 

 

Aparelhos celulares são os mais visados na região oeste de BH

População deve tomar cuidado com roubos e furtos na época de fim de ano 

Outubro, novembro e dezembro: meses que antecedem as festas de fim de ano. A população começa a fazer planos, comprar presentes e receber benefícios em dinheiro, como o tradicional e esperado 13º salário. Mas também é neste período que o número de furtos e roubos crescem em toda Belo Horizonte. E na região oeste, a Polícia Militar alerta que o número de celulares roubados e furtados nos bairros do setor supera outros tipos de ocorrência. Em segundo lugar, vem a chamada “saidinha de banco”, situação de roubo em que pessoas estão saindo de uma agência bancária com alta quantidade de dinheiro sacado e são abordadas.

A razão para o aparelho celular ser tão visado é que, além de ser facilmente vendido ou trocado por drogas, os usuários do telefone se distraem conversando enquanto andam na rua. E muitos aparelhos são furtados quando são deixados ou esquecidos em mesas ou balcões de comércio. O estudante Leonardo Andrade, 25 anos, foi vítima de roubo há poucas semanas, na região do bairro Nova Suíça, por volta das 20 horas. O assaltante, equipado com uma faca, pediu imediatamente o celular e ainda levou o relógio. “Depois que entreguei o que ele pediu, virei a esquina e liguei para o 190, que mandou uma viatura uns cinco minutos depois. Demos uma volta na região, mas nada adiantou. O pior foi que o celular estava parcelado e paguei três prestações restantes sem usufruir dele”, lamenta o estudante.

O alerta também é válido para quem for sacar altas quantias de dinheiro nos bancos. Esse procedimento deve ser evitado ao máximo. Qualquer pessoa ou movimento estranho pode ser considerado suspeito. O cabo Marco Santos, da área de Relações Públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela região oeste da capital mineira, ensina que este tipo de roubo é feito, muitas vezes, em duplas de infratores: o primeiro observa a vítima que está sacando o dinheiro dentro da agência e liga para um comparsa, que fica esperando o cliente sair do banco para segui-lo.
Segundo o cabo Marco, o tráfico de drogas em torno dos bairros da região oeste é intenso e os infratores sabem que na época de natal as pessoas andam com mais dinheiro. E para financiar as atividades do tráfico, assaltantes aproveitam a fragilidade da população. Outro motivo de alerta são as grandes apreensões de drogas. Geralmente, estas mercadorias são capturadas antes de terem sido pagas ao fornecedor. Por isso, os criminosos tentam saldar as dívidas através de furtos e roubos.
A Polícia Militar reforça que a prudência e cautela é sempre uma forma de combater roubos, assaltos e furtos. O telefone celular, além de ser transportado com o máximo de cuidado, deve ser atendido em locais seguros e discretos. O cabo Marco ressalta que um infrator sempre busca a oportunidade mais fácil. “Já vi muitas pessoas deixarem o carro na rua ao invés de estacionar na garagem, porque irão ficar pouco tempo em algum lugar. Mas o ladrão precisa de apenas alguns segundos. Ele é sempre mais rápido que a vítima”, alerta o policial. O cabo reconhece que é difícil cobrir todas as ocorrências da região em tempo hábil, mas ele pede que a população tome as precauções necessárias e evite chamar o 190 para situações desnecessárias. “Muitas chamadas são inúteis. E isto tira uma viatura de um local onde ela é realmente necessária”, esclarece.

As aparências enganam

Cuidado nunca é pouco. Este é o discurso mais repetido pela Polícia Militar quando o assunto é prevenir o crime. A polícia alerta que infratores podem ter boa aparência e a população não deve ter medo apenas de pessoas que, aparentemente, moram em regiões carentes. “Semana passada fizemos a prisão de um traficante super perigoso que morava com os pais, em uma mansão no bairro Buritis, uma região considerada classe média alta”, conta o cabo Marco Santos. Por isso, o cidadão deve ter muita atenção ao entrar e sair de casa, principalmente em horários noturnos. Regiões escuras são atraentes para ações de assaltantes. “Fui assaltado por um homem que vestia uma roupa parecida com a minha: camisa social, calça jeans e sapato”, relata o estudante Maurício Andrade, de 24 anos.

Outro grande problema envolvendo a segurança pública são os criminosos que usam motos. Segundo a ABETRAN (Associação Brasileira de educação no trânsito), a capital mineira já possui uma frota de mais de 100 mil motocicletas em circulação. A polícia não consegue diferenciar facilmente motociclistas que estão trabalhando daqueles que estão usando o veículo para furtos, roubos e assaltos. O cabo Marco Aurélio explica que a moto é o melhor meio de transporte para fuga. “A única maneira de pegar estes bandidos é através das operações de blitz, que não é totalmente eficiente”, reconhece o militar.

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